Osteotecnicas

As Osteotécnicas são voltada ao preparo e melhoria das peças anatômicas para o ensino prático de anatomia do sistema musculoesquelético.

Justifica-se o desenvolvimento desta técnica pela necessidade de ocorrer dinamização do processo de preparo e melhoria das peças anatômicas para ensino do sistema musculoesquelético, de modo que aconteça uma comunicação entre prática e teoria. As osteotécnicas abrangem diversas técnicas, tais como: clareamento, diafanização e desarticulação dos ossos do crânio. Primeiramente, serão selecionados as peças que utilizadas nas diferentes técnicas. Em seguida, será realizado as técnicas propriamente ditas, sendo divididas em: clareamento, diafanização e desarticulação dos ossos do crânio. Finalmente, essas peças revitalizadas serão fornecidas para os docentes e discentes, objetivando a melhoria no ensino e aprendizado.

A técnica de clareamento fundamenta-se na utilização de peróxido de oxigênio (H2O2) a 10 ou 20 volumes, em solução concentrada. De acordo com a fragilidade e tamanho do osso, o período de imersão em peróxido de oxigênio é variável. Para as peças menores, necessitam-se apenas alguns minutos, enquanto para peças maiores, esse período pode variar entre horas e dias. Em seguida, as peças são retiradas da solução e lavadas em água corrente durante algumas horas.

Durante a secagem, aproveita-se para dissecar melhor os ligamentos e utiliza-se essência de terebintina sobre os ligamentos para conservá-los, movimentando as articulações para durante todo o processo para que as mesmas se mantenham flexíveis, para a secagem completa, são expostas ao sol. Os ossos isolados e bem secos receberão uma camada de resina polimerável, servindo para conservá-los e facilitar a utilização dos mesmos.

A última etapa consiste na no desengorduramento dos ossos, sendo utilizado xilol ou éter sulfúrico. As peças permanecem mergulhadas no solvente durante vinte e quatro horas, podendo repetir até que o desengorduramento seja completo. Nessa técnica pode-se obter esqueletos em ótimo estado de conservação, apresentando os ligamentos naturais o que é de extrema importância para o estudo do aparelho locomotor.

O método de inchação de semente, promovendo a desarticulação dos ossos do crânio, consiste no enchimento da cavidade craniana por sementes através do forame magno, fechando-o com uma rolha. Em seguida, submerge a peça em uma vasilha com água até que a inchação das sementes induza a separação dos ossos que constituem o crânio. Quando não é possível a separação completa, utilizam-se instrumentos, tais como escopro e cinzéis, para o isolamento manual que é separado em etapas.

Deve-se deferir golpes cuidados, com os instrumentos citados, ao nível das suturas, procurando diminuir a união dos das peças ósseas. Primeiramente, utilizando estiletes, desarticulam-se os ossos zigomáticos. Em seguida, se insere o estilete entre o processo mastóide do temporal e occipital, fazendo-se alavanca para deslocar o osso temporal. O próximo osso a ser separado é o osso parietal, inserindo estiletes nas suturas interparietal e coronal. Após a retirada dos ossos parietais, serra-se o processo basilar do occipital, próximo a ao dorso da sela turca, liberando o osso occipital.

O método de diafanização consiste na transformação do osso, usualmente de fetos humanos, em uma matéria que permita a sua transparência, para que após isso ocorra o processo de coloração, baseado na afinidade que os sais de cálcio têm pela alizarina. É dividido em 4 etapas: fixação, coloração, clareamento e conservação.

Referências: RODRIGUES, H. Osteotécnicas. In: RODRIGUES, H. (Autor). Técnicas Anatômicas. Vitória-ES: GM Gráfica e Editora, 2010. p. 15-43.